A evolução recente da Inteligência Artificial (IA) tem vindo a provocar profundas e indeléveis transformações no mundo atual, tanto à escala da sociedade global, como à escala do indivíduo. O nosso quotidiano está cada vez mais dominado por tecnologias, que operam sistemas complexos em áreas como a energia, a saúde, a economia ou a segurança, entre outras, que fazem funcionar grande parte dos organismos societais, dos quais o ser humano depende no seu dia-a-dia. Este “admirável mundo novo”, sobre o qual Aldous Huxley um dia escreveu, parece estar a materializar-se, trazendo uma imensidão de possibilidades, mas também desafios, que merecem ser analisados e discutidos.
Nesse sentido, o XVIII Nacional de Riscos prende estabelecer um diálogo aberto e de reflexão crítica sobre o desenvolvimento e uso da IA, tendo em conta os desafios éticos e securitários que são cada vez mais evidentes para a ciência, para a educação e para a sociedade. Pretende-se refletir sobre os desafios da IA associados à segurança, à privacidade e à (des)informação, assim como conhecer as oportunidades e as ameaças ligados a domínios transversais da sociedade, como é o caso da educação, entre outras áreas. No contexto das ciências cindínicas, será discutido como a IA pode contribuir para a redução dos riscos naturais, antrópicos e mistos, nomeadamente em termos de prevenção, monotorização, sensibilização, alerta, assim como abrir caminhos para a sustentabilidade.
Com a presença de especialistas de diversas áreas do conhecimento, esperamos que este encontro possa contribuir para se pensar IA em diversas perspetivas, colocando-a ao serviço da construção de uma sociedade mais justa e próspera